
Investigação envolve advogada e facção criminosa
O processo teve início após a prisão da advogada e influencer Márcia Rúbia Batista Teixeira, em setembro de 2024, por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas. Durante as investigações, foram encontrados diálogos entre Márcia e o traficante Thiago Oliveira Valentim, conhecido como Thiago Fumaça, líder do Comando Vermelho em Iguatu. Segundo o inquérito, Márcia teria transferido R$ 10 mil via Pix para que Thiago indicasse um coordenador de campanha para atuar no bairro Santo Antônio em favor de Roberto Costa Filho. A negociação ocorreu poucos dias após a convenção partidária que oficializou a candidatura do prefeito.Provas e posicionamentos
A Polícia Civil apresentou imagens de câmeras de segurança que mostram reuniões frequentes entre o prefeito e seus coordenadores no escritório de Márcia, além da distribuição de camisas e intensa movimentação de campanha. O juiz Carlos Eduardo Carvalho Arrais afirmou que a ausência de menção direta ao nome do prefeito nas conversas foi uma tentativa de ocultar os atos ilícitos. Apesar disso, o Ministério Público Eleitoral (MPE) considerou que não há provas suficientes para comprovar a participação direta ou indireta dos gestores na negociação com o traficante, e se manifestou contra a cassação.Defesa dos gestores
Em nota oficial, o prefeito e o vice negaram as acusações e destacaram o parecer do MPE:“O MPE foi categórico em afirmar que as acusações contra nós carecem de qualquer substrato fático ou probatório e são baseadas, unicamente, em meras ilações, desprovidas de qualquer embasamento na realidade dos fatos.” Eles reafirmaram a legitimidade dos mandatos, conquistados democraticamente, e garantiram que irão recorrer às instâncias superiores, confiando na Justiça dos Homens e na Justiça de Deus.
Outros envolvidos
O traficante Thiago Fumaça também foi procurado por outros candidatos. Um deles, o então candidato a vereador Jocélio de Araújo Viana, foi preso pela Polícia Federal em outubro por oferecer R$ 50 mil em troca de apoio político. Ele foi condenado, em primeira instância, à inelegibilidade por oito anos. O inquérito afirma que a advogada Márcia Rúbia atuava como uma espécie de coordenadora informal da campanha de Roberto Costa Filho, mesmo sem cargo oficial. Após a confirmação da candidatura, ela teria arquitetado a indicação de um coordenador de campanha com Thiago, e transferiu R$ 10 mil via Pix utilizando contas de terceiros. Após sua prisão, parte dos militantes contratados deixaram de receber pagamentos, o que a Polícia Civil considerou indício de que Márcia operava financeiramente a campanha. Segundo o juiz, ela evitava utilizar contas bancárias próprias alegando bloqueios judiciais, o que agravaria ainda mais a irregularidade das transações.Últimos posts por Zeudir Queiroz (exibir todos)
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