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O encontro entre os militares e o suposto dono do carro teria acontecido por acaso em uma praça, no bairro Aerolândia, onde os PMs tinham marcado para “tomar um caldo de mocotó” e, de lá, seguirem para o Pacheco. Na pracinha, Rafael apareceu, perguntou para onde eles iriam e, voluntariamente, teria oferecido o Fox para que fizessem a viagem até a praia, em Caucaia.
Audiney Mota, que guiava o carro no momento da prisão, afirmou em depoimento no dia 6/12/2013, que não conhecia Rafael. E que o dia em que foram tomar o “caldo de mocotó” teria sido a única vez que havia encontrado o homem que emprestou o Fox roubado.
Os dois policiais militares foram presos e autuados em flagrante por crime de receptação (artigo 180 do Código Penal Brasileiro/o roubo do carro está sendo investigado), adulteração do número do chassi (artigo 311 do CPB) e por porte ilegal de arma (artigo 14 do Estatuto do Desarmamento). “Eles portavam armas em nome de terceiros”, segundo o auto de prisão.
Tiago Ferreira estava com uma pistola calibre 380. Na delegacia, ele afirmou tê-la comprado de outro policial por R$ 3 mil. A regularização do armamento, segundo o militar, estava em andamento. Audiney Mota, por sua vez, portava irregularmente uma pistola ponto 40 de propriedade da Polícia Civil. A arma, na verdade, estava sob a responsabilidade da esposa, uma escrivã da Civil. Em depoimento, ela revelou que não o autorizou a sair com o equipamento de trabalho dela. Audiney confirmou a versão da mulher.
O caso está sendo investigado, inicialmente, pela Delegacia de Assuntos Internos (DAI) da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD). Os soldados, que estão presos no Presídio da Militar, responderão a um Conselho de Disciplina e poderão ser expulsos da PM. Depois, serão investigados pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas.
Saiba mais
André Vasques, advogado dos soldados Tiago Ferreira e Audiney Mota, afirma que não há razão jurídica para os dois militares permanecerem presos. Os dois, por serem primários, possuírem residência fixa e não oferecerem risco à sociedade, têm o direito de responder pelo caso em liberdade.
Segundo o advogado dos soldados, eles não podem ser considerados receptadores do Fox roubado. O recebimento do carro, das mãos do homem conhecido por Rafael, teria ocorrido de “forma culposa”.
O soldado Audiney Mota afirmou, em depoimento, que não sabia que o Fox guiado por ele “era clonado e tinha restrição de roubo ou furto”. O ocorrido, segundo o PM, foi “uma infelicidade”.
Há menos de dois meses na Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos e Cargas (DRFVC), o delegado Gustavo Pernambuco informou que está fazendo um levantamento de quantos BOs não se transformaram em inquérito.
Fonte: O Povo