O secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Estado, Francisco Bezerra, rebateu, na Assembleia Legislativa, as denúncias dos parlamentares de que os números da Segurança Pública não são favoráveis e de que não há transparência por parte da pasta. Conforme o titular da SSPDS, há uma tentativa de se passar para a população a impressão de “que o mundo está se acabando e que a Polícia está de braços cruzados”.
“Publicamos mensalmente os principais índices. Através do próprio site, abrimos a possibilidade para que as pessoas se manifestem ao sistema de Segurança Pública. No passado, sequer estatística tinha”, argumentou o secretário em resposta à deputada Fernanda Pessoa (PR).
Secretário criticou a flexbilidade das leis brasileiras por permitir a liberação de presos considerados perigosos. FOTO: JOSÉ LEOMAR
Bezerra contestou dados levantados pelos parlamentares, entre eles, o divulgado pelo deputado João Jaime (PSDB), que afirmou que 40% dos assassinatos no Ceará não passam do registro através de Boletim de Ocorrência. “Os assassinatos apenas registrados por BO não são do meu conhecimento. Existe, sim, dificuldade em elucidar todos os inquéritos. É uma realidade. A situação é complexa”, admitiu.
Bezerra critica legislação brasileira
O titular da SSPDS criticou ainda a flexbilidade das leis brasileiras por permitir a liberação de presos considerados perigosos. “Imaginando que fosse um time, como você se sentiria se cada gol que se fizesse, o árbitro anulasse? É como nós nos sentimos a cada preso perigoso preso, que as leis brasileiras permitem que ele saia”, disse.
Sobre uma suposta milícia que atuaria dentro da PM, o secretário afirmou que, o que foi declarado, está sendo apurado pelas Polícias Civil e Militar, partindo também de provocações do Ministério Público.
Bezerra nega falta de diálogo, mas destaca hierarquia da PM
Quanto à suposta falta de abertura para diálogo com os policiais, por parte do secretário, Bezerra afirmou que a Polícia Militar possui uma hierarquia, e que todas as pessoas, inclusive os policias que foram expulsos, sabem do regimento. “Quando entraram na corporação, não foram obrigados. Para ser militar é preciso seguir regras. O diálogo com o secretário é aberto. O que se pede é que as instâncias sejam respeitadas”, disse.
Ciro é ‘um dos mais capacitados que conheço’, diz secretário
O secretário também comentou sobre a participação do ex-ministro Ciro Gomes como consultor de segurança do Estado. “Muita gente fala do ex-deputado Ciro Gomes. É um homem de bem. Um dos mais capacitados que conheço, e mais reconhecidos do Brasil. É sempre bem-vinda a opinião do Dr. Ciro, não só na Segurança Pública, mas como em qualquer instância do governo”.
Secretário afirma que jamais pedirá exoneração do cargo
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