Explosões em fábricas clandestinas de fogos deixam um morto e causam destruição em Juazeiro do Norte

Publicada em • Zeudir Queiroz
Foto: Reprodução

Uma segunda fábrica clandestina de fogos explodiu na madrugada desta quinta-feira (13) na Rua Antônio Saraiva Landim, no Bairro Frei Damião, em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense. O estrondo assustou moradores e provocou danos em diversas casas próximas.

De acordo com a Polícia Militar, Francisco José da Silva, que morava ao lado do local onde funcionava a fábrica clandestina, passou mal após a explosão e morreu no local. A suspeita é que ele tenha sofrido um mal súbito devido ao impacto do barulho.

A nova ocorrência aconteceu menos de 24 horas após outra explosão registrada na quarta-feira (12), também em uma fábrica clandestina de fogos no mesmo bairro, onde três pessoas ficaram feridas.

Moradores relatam que o impacto da explosão desta quinta-feira causou rachaduras nas paredes, queda de forros e destruição de portas. Manoela, uma das afetadas, afirmou que já havia denunciado a atividade ilegal anteriormente, mas nenhuma medida foi tomada. Ela relatou que o filho acordou debaixo dos escombros do forro e que o sogro idoso passou mal.

Outro morador contou que sentiu um forte tremor na residência, seguido do estilhaçar de vidros. Já Maria de Lourdes, de 65 anos, relatou que a porta da cozinha foi arrancada, e a fechadura chegou a “voar” com a força do impacto.

A primeira explosão

A explosão inicial ocorreu no fim da tarde de quarta-feira (12), na Rua Santa Margarida Maria Alacoque, também no Bairro Frei Damião. No local estavam um casal e uma criança, que ficaram feridos. O menino, de 6 anos, teve 49% do corpo queimado e está estável. O homem, de 39 anos, e a mulher permanecem em estado grave.

O Corpo de Bombeiros realizou o rescaldo e isolou a área. A estrutura da casa onde ocorreu a primeira explosão ficou completamente comprometida, restando apenas o telhado do primeiro cômodo.

A Secretaria da Segurança Pública informou que as circunstâncias das duas explosões serão investigadas.

Zeudir Queiroz