
Na cidade de Icó, que registrou a maior precipitação de ontem, a chuva começou por volta das 21 horas de quarta-feira e veio forte, provocando pontos de alagamento em várias ruas do Centro. A área mais afetada foi o bairro Cidade Nova, onde todas as vidas ficaram inundadas. De acordo com o advogado Fabrício Moreira, o Açude dos Curados, nas margens da BR-116, a cinco quilômetros do centro urbano, amanheceu sangrando e o Açude Nova Itabira teve o volume aumentado de 10% para 80%. “São dois reservatórios pequenos, mas a chuva foi geral e deixou todos animados”, disse Moreira.
Ontem, o dia foi de alegria entre os moradores dos centros urbanos e da zona rural na maioria dos municípios cearenses. Na região dos Inhamuns, uma das mais secas do Estado houve registro de chuva em quase todos os municípios, com precipitações acima de 50mm em Arneiroz, Tauá, Parambu, Quiterianópolis, Novo Oriente, Crateús, e acima de 25mm em Independência e Saboeiro.
Na região Centro-Sul do Ceará também ocorreram chuvas elevadas em Icó (130mm), o maior registro do ano; Baixio (93mm); Cedro (83mm); Cariús (82mm); Várzea Alegre (75mm). Já na região do Sertão Central, uma das mais secas do Estado, não houve praticamente registro de pluviometria e onde ocorreu foi inferior a 15mm, em Solonópole, Jaguaretama, Ibaretama, Piquet Carneiro.
As chuvas de ontem, embora tenham banhado mais de 80 cidades, foram localizadas, pois há muita variação de pluviometria. Em Iguatu, por exemplo, há registro de chuva de 29mm no centro urbano, de 47mm no sítio Quixoá, de 4mm no sítio Baú e de 100mm no sítio Carnaúba.
Estragos
Na região do Cariri choveu em 25 municípios e os maiores índices foram registrados nas cidades de Baixio (93mm) e Farias Brito (88mm). No entanto, foi a cidade do Crato que apresentou os maiores estragos. A chuva, de 43 mm, acompanhada de fortes ventos, derrubou árvores e telhados de residências e de estabelecimentos comerciais.
Muitas galerias de esgotos estavam entupidas e lixo foi espalhado nas ruas pelo volume acumulado das águas nos córregos. A lama também tomou conta de vários bairros. O teto do restaurante Guanabara, no Centro, desabou. O telhado de uma casa também cedeu. De frente ao Centro de Referência em Assistência Social (CRA), no bairro Seminário, caiu uma árvore, e um outdoor, por trás do Cemitério Público do Crato, desabou. O grande temor da população, no entanto, era que o canal do Rio Grangeiro, que atravessa a cidade, transbordasse, o que não aconteceu por pouco. A preocupação advém do histórico, inclusive, com registros de morte e desabrigados.
O gerente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) em Crato, Alberto Medeiros de Brito, explica que as construções causam a impermeabilização do solo, o que resulta na perda da capacidade de absorção da água. O agrônomo adverte, ainda, que, a cada ano, torna-se maior a probabilidade de o canal transbordar. Para tentar prever a elevação do nível da água foram instalados equipamentos conhecidos como Plataformas de Coletas de Dados, observados periodicamente pela Central Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
Mais informações:
Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) – (85) 3101-1117
Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) – (85) 3218-7024
Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
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