
Outra área de risco que está sob constante atenção, conforme Gaudino, é o Centro, nas proximidades do Canal do Rio Granjeiro. Neste ano não houve cheia. Mas alguns pontos estão com problemas, como na área próxima ao mercado Walter Peixoto, que quebrou no ano passado e, com as chuvas deste ano, poderá ter a situação agravada. Em Juazeiro do Norte, não foram registradas ocorrências maiores, mas alguns pontos de alagamentos, como na Avenida Padre Cícero, que, por algumas horas da manhã de ontem, ficou interditada. A chuva na cidade foi de 69mm.
No bairro Lagoa Seca, uma área está interditada e um ônibus escolar que tentou fazer a travessia da Avenida Plácido Aderaldo Castelo, parou no meio, no fim da manhã de ontem. A área tem problema de drenagem. Uma obra chegou a ser iniciada, mas não foi concluída. A reportagem tentou contato com o secretário de Infraestrutura do Município, Rogers Macedo, mas o telefone dele estava fora de área. Moradores utilizam um barco a remo para atravessar a lagoa. Um restaurante, ficou praticamente submerso. Os carros tiveram que desviar por outras ruas. A via é a de maior fluxo no local, com acesso a universidades, restaurantes, bares e áreas residenciais.
Quiterianópolis, na região dos Inhamuns, teve o segundo maior volume, 104mm. Segundo o meteorologista da Funceme, Raul Fritz, está ocorrendo um fenômeno semelhante ao verificado em fins de janeiro de 2004, quando houve intensas chuvas no Ceará, arrombamento de estradas, queda de pontes, cheia do Açude Castanhão, arrombamento do Açude Arneiroz II. Apesar das fortes chuvas nos últimos dias, ele observa que os prognósticos para a quadra chuvosa (fevereiro a maio) apontam maior tendência de chuvas abaixo da média por causa do El Niño, que permanece muito intenso. O Instituto de Meteorologia dos Estados Unidos confirma essa tendência.
As chuvas neste primeiro mês de 2016 ajudam a estabilizar o nível dos reservatórios. Hoje, a média geral de volume d’água nos 153 açudes monitorados pela Cogerh se mantém em 12,1%. “A importância dessas chuvas é garantir que não se tenha perda, o que já nos ajuda nesse começo de ano. Isso, juntamente com a série de ações que vêm sendo planejadas e desenvolvidas desde 2015, fazem com que não tenhamos nenhum município em colapso de abastecimento”, explica o secretário de Recursos Hídricos, Francisco Teixeira.
Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
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