Cearense de 120 anos pode entrar para a história como a pessoa mais velha do mundo

Publicada em • Zeudir Queiroz
Foto: Reprodução

Nascida em 1905, a cearense Maria Alves Rocha atravessou mais de um século de transformações sociais, políticas e culturais no Brasil e no mundo. Agora, aos 120 anos de idade, ela pode vivenciar mais um momento histórico: o reconhecimento oficial como a pessoa mais velha do planeta.

Vida longa no interior do Ceará

Maria mora no município de Itapajé, localizado a 130,31 quilômetros de Fortaleza. Ao longo de sua vida, acompanhou mudanças profundas no país, desde o início do século XX até os dias atuais, tornando-se um símbolo vivo da memória e da resistência do povo cearense.

Campanha social trouxe a história à tona

A idade impressionante de Maria veio a público durante uma campanha social realizada no Dia do Idoso, organizada pelo escritório do advogado Cid Lira Braga. A iniciativa tinha como objetivo identificar e homenagear os cidadãos mais velhos de dois municípios do Ceará: Itapajé e Itapipoca.

Segundo o advogado, a ideia surgiu de sua atuação profissional na área previdenciária. Ele buscava reconhecer histórias de vida marcadas pela longevidade e pela contribuição social.

Surpresa até para quem pesquisa longevidade

“Eu fiz uma campanha no Dia do Idoso. Sou advogado na área de previdência e queria fazer uma homenagem”, explica Cid. “Os familiares dela me procuraram, porque eles me conhecem. Aí disseram que ela tinha a idade avançada e, a princípio, eu nem queria acreditar direito.”

A partir desse contato, a história de Maria começou a despertar atenção não apenas local, mas também pelo potencial de reconhecimento internacional, caso sua idade seja oficialmente validada por instituições especializadas em recordes de longevidade.

Possível reconhecimento mundial

Se confirmada como a pessoa mais velha do mundo, Maria Alves Rocha não apenas entrará para os livros de recordes, mas também representará o Brasil em um feito raríssimo, reservado a pouquíssimos seres humanos na história. Mais do que números, sua trajetória simboliza resistência, memória e a riqueza das histórias anônimas que constroem o país.

Zeudir Queiroz