
A crise interna na Assembleia de Deus do distrito de Iparana, em Caucaia (CE), ganhou um novo e preocupante desdobramento neste fim de semana. Fiéis da congregação registraram em vídeo o momento em que o ex-pastor Luís Carlos do Nascimento Barros, acompanhado por um grupo de apoiadores dissidentes, tentou invadir à força o templo central da igreja.
Nas imagens, é possível ver o atual vice-presidente da congregação, pastor Jenivaldo Lira, sendo empurrado e fisicamente agredido ao tentar impedir a invasão. Apesar da resistência de Jenivaldo e de outros membros presentes, o grupo liderado por Luís Carlos tentou arrombar o portão da igreja, gerando momentos de tensão e violência no local.
Segundo informações divulgadas pelo portal “Fala Zion”, Luís Carlos foi afastado da liderança da igreja por má conduta. Conforme apurado, ele teria confessado irregularidades quando confrontado pela liderança e, posteriormente, renunciado voluntariamente ao cargo. Após sua saída, a CONADEC (Convenção das Assembleias de Deus) interveio na situação e nomeou um novo líder com o pleno respaldo da liderança regional e jurídica da denominação.
Mesmo suspenso oficialmente, Luís Carlos ingressou com uma ação judicial contra a congregação, exigindo uma indenização no valor de R$ 120 mil. Durante o período em que moveu a ação, ele chegou a assumir interinamente outras congregações — em Umirim, em 2019, e em Guaiúba, em 2022 — mas, de acordo com membros da CONADEC, também foi afastado dessas lideranças por motivos semelhantes aos que causaram sua suspensão inicial.
Fontes ligadas à convenção afirmam que o ex-pastor foi afastado por “práticas sexuais impróprias” e que há relatos de que ele estaria circulando armado, fazendo ameaças a fiéis e líderes da igreja. A situação atual é vista como um agravamento da instabilidade causada por ele, já que a tentativa de retomada do templo de Iparana parece estar sendo conduzida à força, sem respaldo legal, e sob justificativa de compensação financeira pelos imóveis da igreja.
Apesar dos episódios de violência, ameaças e intimidações, a congregação de Iparana se mantém unida e firme na decisão de não reconhecer Luís Carlos como líder espiritual. Membros da igreja afirmam que o clima nos cultos, antes pacífico, tem sido substituído por medo e insegurança devido à campanha agressiva do ex-pastor para retomar o controle da congregação.
Lideranças regionais da Assembleia de Deus reiteraram que o templo pertence à denominação e não a indivíduos, e que qualquer tentativa de ocupação forçada será tratada como crime. Medidas judiciais já estão em curso para garantir a integridade física dos membros, a segurança dos espaços da igreja e a continuidade das atividades ministeriais sem interferências externas.
A comunidade evangélica local e autoridades eclesiásticas acompanham de perto a situação, que se tornou um caso emblemático de conflito institucional dentro de uma das maiores denominações religiosas do país.
Veja vídeo:
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