Produto perigoso estava no telhado da residência

Uma casa na zona rural de Quixeré, no interior do Ceará, precisou ser evacuada após o Corpo de Bombeiros identificar um agrotóxico altamente nocivo no telhado da residência. A operação de recolhimento ocorreu na última quarta-feira (27), por volta das 15h, no distrito de Lagoa Seca.
Família retirada e acolhida por parentes
De acordo com os bombeiros, a família foi retirada do local pela prefeitura e acolhida por parentes. Todos passam bem, não apresentaram problemas de saúde e poderão retornar à casa em alguns dias, após a descontaminação.
Substância identificada: terbufós
O produto encontrado é o terbufós, um inseticida organofosforado considerado extremamente tóxico tanto para o meio ambiente quanto para os seres humanos. Ele estava em forma de grânulos sobre as telhas e exigiu protocolos rígidos de segurança para ser manuseado.
Segundo os bombeiros, a operação foi desafiadora devido ao risco do produto:
“O grande desafio foi definir o que fazer com esse material, que é extremamente tóxico para a natureza e para o ser humano”, informou a corporação.
A equipe utilizou Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e seguiu protocolos de descontaminação. O descarte será realizado pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev). Além disso, a prefeitura fará a substituição das telhas afetadas.
Investigação da Polícia Civil
A Polícia Civil informou que instaurou um Boletim de Ocorrência (BO) e que uma perícia foi feita pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). O produto foi visto pela primeira vez em 19 de agosto, mas só foi recolhido cerca de oito dias depois.
“As investigações estão a cargo da Delegacia de Polícia Civil de Quixeré, unidade que realiza oitivas e diligências com o intuito de elucidar todas as informações acerca do caso”, destacou a corporação em nota.
Uso e riscos do terbufós
O terbufós tem a comercialização proibida para uso doméstico no Brasil, mas seu uso agrícola é permitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Anvisa, em lavouras como cana-de-açúcar, amendoim e feijão. O veneno age paralisando o sistema nervoso, causando morte rápida de pragas, mas pode ser fatal também para animais e seres humanos quando utilizado incorretamente.
Casos recentes envolvendo o agrotóxico
O terbufós já esteve presente em outros episódios graves de intoxicação no país:
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Janeiro de 2024: uma menina de 3 anos morreu por envenenamento no Piauí.
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2024, em Minas Gerais: um funcionário morreu após consumir alimento contaminado em um churrasco de empresa.
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