
Enquanto boa parte do Brasil convive com índices elevados de violência, o município de Baixio, no interior do Ceará, segue um caminho completamente diferente. A cidade é a única do estado que não registra, há mais de dez anos, crimes letais como feminicídio, latrocínio, homicídio doloso ou lesão corporal seguida de morte.
De acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública, o último assassinato ocorrido em Baixio foi em 21 de outubro de 2010. Desde então, o município mantém um histórico que chama a atenção de especialistas, autoridades e moradores de outras regiões do estado.
Uma rotina marcada pela tranquilidade e pela convivência comunitária
Em Baixio, cenas que se tornaram raras em grandes centros urbanos ainda fazem parte do cotidiano. Moradores costumam sentar nas calçadas ao fim do dia para conversar, trocar histórias e observar o movimento da rua. Crianças brincam livremente, sem que o medo da violência determine horários ou espaços.
A sensação de segurança é frequentemente associada à forte convivência comunitária, ao fato de a maioria dos moradores se conhecer e a uma cultura local baseada no diálogo e na resolução pacífica de conflitos. Para quem vive na cidade, a tranquilidade não é um privilégio ocasional, mas parte da identidade do município.
Um contraste com a realidade violenta do Ceará
A realidade de Baixio se torna ainda mais impressionante quando comparada aos números do restante do estado. Em 2025, o Ceará lidera o ranking nacional de assassinatos por 100 mil habitantes, segundo dados divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no último dia 20.
O levantamento, analisado pelo g1, considera crimes como homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. No Ceará, a taxa chegou a 32,6 mortes violentas por 100 mil habitantes, mais que o dobro da média nacional, que é de 15,97.
Números que reforçam o desafio da segurança pública
Ao todo, foram registrados 3.022 assassinatos no Ceará em 2025. Desse total, 96,9% correspondem a homicídios dolosos, quando há intenção de matar. Em todo o país, o número de mortes violentas chegou a 34.086 no mesmo período.
Diante desse cenário, Baixio surge como uma exceção que desperta questionamentos importantes sobre políticas públicas, participação comunitária e prevenção da violência. O exemplo do município mostra que, mesmo em um estado marcado por altos índices de criminalidade, é possível construir uma realidade baseada na paz, na confiança mútua e na presença ativa da comunidade.
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Com informações do G1
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