
Trajetória marcada por desafios
Diogo ingressou na universidade por meio da Lei de Cotas e oficializou a conclusão do curso no último dia 8, ao assinar a ata de colação de grau. Sua trajetória acadêmica se desenvolveu em um contexto de desigualdades históricas no acesso à educação. No Ceará, grande parte da população quilombola enfrenta dificuldades educacionais — realidade presente também na história familiar do novo médico, cujo pai já integrou as estatísticas de analfabetismo.Conquista com impacto coletivo
Ao concluir a formação, Diogo destaca que sua conquista representa não apenas um avanço pessoal, mas também um símbolo para outras pessoas de comunidades quilombolas. Ele ressalta que a baixa presença desses grupos em cursos superiores, especialmente na área da saúde, reflete um cenário nacional de exclusão educacional e social.Desigualdades persistentes
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 26,4% dos quilombolas cearenses com 15 anos ou mais são analfabetos — percentual superior ao da população geral do estado, que é de 14,1%. O Ceará abriga cerca de 24 mil quilombolas, segundo o Censo de 2022, figurando entre os estados com maior número de pessoas pertencentes a essas comunidades no país.Últimos posts por Zeudir Queiroz (exibir todos)
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