
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou pela primeira vez que há possibilidade de reduzir as tarifas impostas ao Brasil. A declaração foi dada neste sábado (25/10), durante o embarque para a Malásia, onde ele participa da 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Kuala Lumpur.
“Circunstâncias corretas”
Questionado sobre o tema, Trump disse que a redução pode acontecer em “circunstâncias corretas”, sem detalhar quais seriam as condições. Segundo áudio divulgado pela Casa Branca, o presidente reforçou que a negociação dependerá de avanços técnicos entre as equipes dos dois países.
Encontro com Lula em Kuala Lumpur
Trump também afirmou que pretende se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à margem da cúpula.
“Eu acredito que vamos nos encontrar de novo; nos encontramos na [Assembleia Geral das] Nações Unidas, brevemente”, declarou.
Contexto das tarifas
A administração Trump impôs tarifas de 50% a produtos brasileiros em resposta a decisões tomadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. As medidas passaram a onerar segmentos exportadores, acendendo o alerta em cadeias produtivas que dependem do mercado norte-americano.
Sinal verde ao diálogo
Do lado brasileiro, Lula tem reiterado abertura ao entendimento:
“Se eu não acreditasse que fosse possível fazer um acordo, eu não participaria da reunião. Se bem que o acordo certamente não será feito amanhã ou depois de amanhã. Ele será feito pelos negociadores, que vão ter que sentar junto com o pessoal do governo americano para negociar”, disse em coletiva.
O que está em jogo
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Tarifas: alívios graduais ou setoriais, condicionados a contrapartidas.
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Agenda bilateral: comércio, cadeias industriais e cooperação regulatória.
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Sinal político: retomada de confiança e previsibilidade para investidores.
Próximos passos
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Reunião de líderes em Kuala Lumpur para alinhamento político.
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Rodadas técnicas entre negociadores de Brasil e EUA para definir parâmetros.
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Calendário de revisão tarifária, caso haja entendimento sobre “circunstâncias corretas”.
Possíveis impactos
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Exportadores brasileiros: alívio de custos e ganho de competitividade.
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Consumidores nos EUA: potencial redução de preços em itens importados do Brasil.
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Ambiente de negócios: expectativa de maior previsibilidade e novos investimentos.
Frases-chave do dia
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Trump: “A redução pode acontecer em circunstâncias corretas.”
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Lula: “O acordo será feito pelos negociadores… não amanhã ou depois de amanhã.”
Bastidores e leitura política
A sinalização pública de Trump busca criar espaço para concessões graduais, enquanto o Planalto aposta na negociação técnica para destravar setores sensíveis. Ambos os lados evitam prometer prazos, mas tentam baixar a temperatura e abrir um canal de diálogo permanente.
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