O projeto de lei que legaliza a maconha no Uruguai, aprovado na véspera pela Câmara dos Deputados, converte o país em um “experimento de vanguarda” a nível mundial, disse nesta quinta-feira (1º) o presidente José Mujica, responsável pela iniciativa.
“Isso tem o caráter de uma batalha em todos os terrenos. Porque temos o mundo para presenciar isso”, disse Mujica em seu programa de rádio.
Ele criticou o narcotráfico, que, segundo ele, tem margens de lucro tão grandes que é capaz “de corromper tudo”.
“Em nenhuma parte do mundo a repressão deu resultado”, disse. “Nós queremos parar essa coisa na fronteira, onde começa a adição às drogas. Não é fácil, porque não temos uma receita. Não é simples, estamos conscientes de que estamos fazendo um experimento de vanguarda no mundo inteiro.”
Ele também descartou o fato de a maior parte de seu projeto não receber o apoio de uma parte maior de “uma população envelhecida”.
“É uma batalha pela saúde pública porque, se o consumidor for identificado, podemos interferir quando ele começar a passar dos limites”, explicou.
A Câmara dos Deputados uruguaia aprovou na madrugada de quarta-feira o projeto de lei que legaliza a produção e o consumo da maconha, enviando o expediente ao Senado, também controlado pelos governistas da Frente Ampla.
O texto, aprovado por 50 dos 96 deputados presentes, após quase 14 horas de debate, pretende fazer do Estado uruguaio o primeiro do planeta a assumir o controle de todo o processo de produção e venda da maconha.
Além de legalizar a maconha e ter lançado duras medidas contra o cigarro, em 2006, o governo uruguaio também enviou ao parlamento um projeto de lei para regular o mercado do álcool, principalmente limitando a propaganda de bebidas alcoólicas.
O polêmico projeto, promovido pelo presidente, é rejeitado por 63% da população, segundo recente pesquisa do instituto Cifra.
Fonte: G1
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