Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram em janeiro; não há confirmação de que estejam entre crianças resgatadas nos Estados Unidos

Foto: Reprodução

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4, desaparecidos há oito meses em Bacabal, no Maranhão, ganharam o apoio da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

A mãe das crianças e a advogada da família, Nathaly Moraes, foram chamadas para uma reunião com representantes do Núcleo de Cooperação Internacional, na sede da Polícia Federal em São Luís. O encontro tem como objetivo alinhar informações e explicar como as ferramentas da Interpol poderão ser utilizadas nas buscas internacionais.

O novo apoio reacendeu a esperança da família de localizar as crianças, mas ainda não existem informações oficiais sobre o paradeiro dos irmãos.

Não há confirmação de que crianças estejam nos Estados Unidos

A entrada da Interpol no caso ocorreu após a repercussão de uma operação realizada na Flórida, nos Estados Unidos, que localizou 163 bebês, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

Desde então, surgiu a hipótese de que Allan e Ágatha pudessem estar entre os menores encontrados. Até o momento, porém, não há indícios confirmados de que os irmãos tenham sido levados aos Estados Unidos ou estejam entre as vítimas resgatadas.

Também não foi oficialmente confirmado que documentos falsos relacionados aos dois irmãos tenham sido utilizados para a entrada em território norte-americano.

Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, a Interpol ofereceu suas ferramentas para auxiliar na localização e em uma eventual repatriação das crianças, caso elas sejam encontradas fora do Brasil.

Operação resgatou 163 crianças na Flórida

A ação realizada pelas autoridades norte-americanas ficou conhecida como Statewide Shield e ocorreu entre os dias 17 e 21 de agosto.

A operação localizou 163 crianças e adolescentes, com idades entre dois meses e 17 anos, que estavam desaparecidos ou expostos a situações de abuso, negligência, exploração e outras atividades criminosas.

Famílias de crianças desaparecidas no Brasil passaram a procurar as autoridades para solicitar o cruzamento de informações com os dados das vítimas encontradas nos Estados Unidos.

Entretanto, as autoridades brasileiras e norte-americanas ainda não confirmaram a presença de brasileiros entre os menores resgatados, conforme informações divulgadas pelo UOL.

Consulado brasileiro acompanha as verificações

A advogada Nathaly Moraes informou que também procurou o Consulado do Brasil para obter esclarecimentos sobre a operação realizada na Flórida.

O trabalho envolve a troca de informações entre autoridades brasileiras e estrangeiras. Caso seja necessário, poderão ser comparados dados pessoais, características físicas, fotografias e outros elementos capazes de auxiliar na identificação das crianças resgatadas.

Por envolver menores em situação de vulnerabilidade, o procedimento segue regras de proteção e sigilo. A família aguarda um retorno oficial sobre a possibilidade de algum dos resgatados ser brasileiro.

Irmãos desapareceram após saírem para brincar

Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, localizada na zona rural de Bacabal.

As crianças saíram para brincar nas proximidades da residência de familiares e não retornaram. Desde então, uma grande operação de busca mobilizou familiares, moradores, policiais, bombeiros, equipes especializadas e integrantes da Marinha do Brasil.

Os trabalhos foram realizados por terra, água e ar, abrangendo áreas de mata, estradas, propriedades rurais, rios e outros pontos próximos da comunidade. Cães farejadores também foram utilizados.

Apesar da ampla mobilização, nenhum vestígio conclusivo sobre o paradeiro dos irmãos foi encontrado.

Cooperação internacional amplia alcance das buscas

A participação da Interpol permitirá que as informações sobre Ágatha e Allan sejam compartilhadas de maneira mais ampla com autoridades de outros países.

A organização poderá auxiliar na divulgação dos dados, no cruzamento de informações e na comunicação entre as forças policiais brasileiras e estrangeiras. Caso as crianças sejam localizadas fora do país, a cooperação também poderá contribuir para os procedimentos de proteção e repatriação.

A atuação internacional não representa a confirmação de que os irmãos deixaram o Brasil. Trata-se de uma ampliação das frentes de investigação diante da ausência de pistas conclusivas após meses de buscas.

A família continua acompanhando as verificações relacionadas às crianças encontradas na Flórida, mas aguarda informações oficiais antes de confirmar qualquer possível ligação com o caso.

As investigações sobre o desaparecimento de Ágatha e Allan continuam. Até o momento, não há confirmação de que eles estejam entre os 163 menores resgatados nos Estados Unidos.

Com informações do R7