Fortaleza se destaca em ranking internacional de mobilidade cicloviária

Publicada em • Zeudir Queiroz
Foto: Marcos Moura / Prefeitura de Fortaleza

Fortaleza aparece em destaque em um ranking internacional sobre mobilidade urbana e uso da bicicleta. A capital cearense ficou em 3º lugar entre as cidades da América Latina mais bem avaliadas para andar de bicicleta e ocupa a 69ª posição no ranking mundial das 100 melhores cidades para pedalar.

O levantamento foi divulgado pelo Copenhagenize Index, elaborado pela Copenhagenize em parceria com a EIT Urban Mobility.

O estudo analisa critérios como infraestrutura disponível, segurança no trânsito, uso cotidiano da bicicleta, qualidade e continuidade da malha cicloviária, além de políticas públicas e planejamento urbano.

Fortaleza é a 3ª melhor da América Latina

No recorte latino-americano, Fortaleza aparece atrás apenas de Niterói, que ficou em 43º no ranking global, e Bogotá, na 51ª posição mundial.

A capital cearense supera cidades como Guadalajara (73º), Buenos Aires (75º), Santiago (76º), Cidade do México (81º) e Medellín (82º).

No cenário global, o top 5 é formado por Utrecht, Copenhague, Gante, Amsterdã e Paris.

O que o ranking avalia

Segundo os organizadores, o desempenho das cidades não depende apenas da quantidade de ciclovias, mas principalmente da integração da rede cicloviária com o restante da cidade, garantindo deslocamentos seguros e eficientes.

A presença de Fortaleza entre as melhores da América Latina reforça seu papel nos debates sobre mobilidade sustentável e incentivo ao transporte ativo.

Malha cicloviária de Fortaleza ultrapassa 500 km

Fortaleza possui mais de 500 km de infraestrutura cicloviária. Desse total, são 160 km de ciclovias, 318,7 km de ciclofaixas, 16,5 km de ciclorrotas e 7,7 km de passeios compartilhados.

A rede cobre todas as regionais, com mais de 1.500 conexões e alcance de cerca de dois terços da população.

Em março de 2026, a entrega da ciclovia da Rua 25 de Março, com 1,1 km no Centro, elevou o total para 502,8 km, superando a meta prevista para 2024. Há previsão de mais 26 km no primeiro semestre de 2026, por meio do programa Bloomberg Initiative for Cycling Infrastructure (BICI).

Até 2028, a meta é arborizar 50 km da malha para melhorar o conforto térmico dos ciclistas.

Benefícios do uso da bicicleta nas cidades

O incentivo ao uso da bicicleta contribui para reduzir o trânsito e as emissões de CO₂, além de diminuir a dependência de carros e a poluição do ar.

Também melhora a ocupação do espaço urbano, reduz resíduos automotivos e eleva a qualidade do ar em áreas densas.

Na saúde pública, a prática regular do ciclismo ajuda a combater doenças como obesidade, diabetes e problemas cardíacos, além de reduzir custos com saúde a longo prazo.

Zeudir Queiroz