Fim da guerra em Gaza: Hamas anuncia acordo com Israel

Publicada em • Zeudir Queiroz
Destruição de Gaza: fim da guerra é alívio para população civil – (crédito: BBC)

O grupo Hamas declarou nesta quinta-feira (9 de outubro de 2025) que a guerra contra Israel chegou ao fim, anunciando um cessar-fogo permanente após um dos conflitos mais longos e intensos em Gaza. Segundo o comunicado, a trégua foi alcançada graças a garantias obtidas junto aos mediadores e ao governo dos Estados Unidos, que comprometeram-se a encerrar as hostilidades.

O líder negociador do Hamas, Khalil al-Hayya, afirmou que, apesar do cessar-fogo, o grupo vai continuar empenhado em defender os interesses do povo palestino.

Papel de Donald Trump e dos Mediadores

Na quarta-feira (8/10), o ex-presidente dos EUA Donald Trump já havia divulgado que um acordo entre as partes havia sido alcançado, dando início à fase inicial de um plano de paz. Segundo Trump, os reféns mantidos pelo Hamas desde 7 de outubro de 2023 serão libertados, enquanto Israel recuará suas forças.

O Hamas louvou publicamente Trump pelos esforços de mediação e também destacou o papel de Catar, Turquia e Egito como mediadores essenciais no processo de negociação.

Principais Termos do Acordo (Fase Inicial)

Embora os detalhes ainda sejam escassos, já foram anunciados alguns pontos centrais do acordo:

  • Israel e Hamas assinaram um tratado para pôr fim às hostilidades e realizar uma troca de prisioneiros e reféns.

  • Israel se compromete a fazer uma retirada parcial de suas tropas de Gaza.

  • O Hamas liberará reféns israelenses.

  • Israel, por sua vez, libertará mulheres e crianças palestinas, cerca de 250 prisioneiros de longo prazo e aproximadamente 1.700 detidos desde o início do conflito.

  • Passagens humanitárias, como a fronteira com o Egito, deverão ser abertas para permitir a entrada de ajuda humanitária.

O cessar-fogo deverá entrar em vigor em até 24 horas após a ratificação do acordo pelo gabinete do governo israelense.

Reações Políticas e Cautela Internacional

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, saudou o acordo como um “sucesso diplomático” e declarou satisfação com o avanço nas negociações.

No entanto, muitos observadores e analistas enfatizam que esse é apenas o primeiro passo de um processo bem mais complexo. Alguns dos pontos mais delicados ainda não foram resolvidos, como o desarmamento do Hamas e o modelo de governança futura em Gaza.

Ainda existe preocupação de que o cessar-fogo possa ser frágil ou sujeito a violações, especialmente dado o histórico de rompimento de acordos anteriores no conflito israelo-palestino.

No cenário internacional, diversas nações e organizações expressaram apoio ao acordo e manifestaram esperança de que a trégua permita o envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, embora alertem para a necessidade de vigilância quanto aos mecanismos de implementação e fiscalização.

 
Zeudir Queiroz