Morre cantor da Jovem Guarda Marcos Pitter

 

O cantor Marcus Pitter, sucesso da Jovem Guarda, morreu na última quarta-feira (16) em um hospital do Rio de Janeiro. Marcus estava internando há seis meses após ter contraído a covid-19 pela segunda vez. O artista de 71 anos teve inúmeras participações nos programas do Chacrinha e Sílvio Santos, gravou vários LPs e teve dois de seus sucessos recebendo premiação de ouro, Maria Isabel e Ponte Rio Niterói. (Confira vídeo com esses sucessos no final da matéria).

Seu colega cantor também da Jovem Guarda, José Boberto fez a seguinte divulgação nas redes sociais sobre a morte do colega:

É MEUS AMIGOS E MINHAS AMIGAS, A BRUXA ESTÁ MESMO SOLTA E ATINGINDO O MEIO ARTÍSTICO.
MAIS UM CONTEMPORÂNEO AMIGO E CANTOR QUE ESTÁ NOS DEIXANDO.
MARCUS PITTER: QUANTAS VEZES NOS ENCONTRAMOS NOS BASTIDORES DOS SHOWS DE RÁDIO DE TV PRINCIPALMENTE NOS PROGRAMAS DO CHACRINHA.
AGORA SÓ ME RESTA DESEJAR QUE DEUS LHE CONDUZA PARA UM ÓTIMO LUGAR JUNTO DAQUELES QUE JÁ SE FORAM.
Quem foi Marcus Pitter 
Marcus Pitter… Alguém se lembra? Quem viveu os anos 1970 certamente deve se lembrar do cantor e compositor, figura sempre presente no Programa Silvio Santos, especialmente no quadro “Os galãs cantam e dançam aos domingos”. Este disco, lançado em 1975 pela Continental, não obteve o mesmo êxito da série de álbuns “A voz do sucesso”, gravada a partir de 1969 na Polydor (Phillips). Infelizmente, as referências sobre o artista – que também atuou como produtor de discos em várias gravadoras – são mínimas na rede. Nem o blog do próprio cantor oferece subsídios para traçar sua biografia e discografia.

Segundo consta, o seu nome de batismo é Pedro Marcílio e teria nascido em 23 de maio de 1950 no Rio de Janeiro ou em Ribeirão Preto SP. Ele surgiu no final do movimento Jovem Guarda e gravou compactos na Copacabana e Epic. O sucesso só viria após sua transferência para a Polydor. Hits como “Maria Izabel”, “Pingos De Chuva”(versão do clássico “Raindrops Keep Fallin’ On My Head”, de B.J. Thomas), “Você Partiu E Eu Fiquei Assim”, “O Que Os Olhos Não Vêem O Coração Não Sente”, “Vou Voltar” ( versão de “Yellow River”, na época estourada nas paradas com o cantor Christie), “Se Meu Coração Falasse” e outras marcam sua carreira profissional.

Um dos destaques de sua discografia é a música “Eu Queria Ser Negro” (balada de protesto, contra o racismo), pois foi citada no livro “Eu Não Sou Cachorro Não”, do historiador Paulo César de Araújo, como uma das canções emblemáticas da geração dita “cafona” dos anos 1970. A partir daí, o seu nome foi caindo no esquecimento, apesar dos discos gravados nos anos 1980 e 1990.

 

 

Zeudir Queiroz