Aos 63 anos de idade, com 40 deles dedicados à música, o cearense Raimundo Fagner continua com a língua afiada e a mesma disposição para se pronunciar “doa a quem doer”.
Sobre a mobilização de Roberto Carlos e Caetano Veloso no Senado para defender um novo projeto de lei do ECAD (órgão que recolhe direitos autorais no Brasil), Fagner disparou. “O que houve ali foi uma encenação patrocinada por pessoas que tem outros interesses que não são os aparentes. Que lobby é esse? Por que Caetano estava lá? Por que Roberto, que nunca aparece para defender nada, estava lá? Esse povo dá nó em éter. Aproveitaram de um momento em que a classe política estava toda escangalhada, né? Abriu uma brecha e eles entraram de sola com os seus interesses”, afirmou em entrevista a Folha de S. Paulo.
O músico não dispensou nem mesmo as gravadoras. “Minha vida toda foi construída dentro da Sony, da CBS, da BMG, e hoje esses lugares estão cheios de gente que eu não respeito, que não entende nada de música. As gravadoras viraram grandes clubes de futebol, onde importa o empresário e não o craque. São uns boçais”, alfinetou.
Quando indagado sobre a situação política atual, Fagner elogiou o modelo petista. “Não há mais espaço para uma política como a do PSDB, sem diálogo com a massa. Quem vota é a massa, e o governo do PT foi muito feliz em privilegiar a inclusão social de milhões de pessoas”, analisou.
Por fim, o artista falou do vício em cigarro. “Não consigo parar de fumar, nunca consegui. Acho que tem a ver com essa vida, muita viagem, hotel, estrada. O cigarro acaba sendo um parceiro, como o violão”, concluiu.
Fonte: Cnews
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