
A Polícia Federal descobriu um rombo de R$ 5 bilhões no Instituto de Seguridade dos Correios, o Postalis. Em relatório entregue em 15 de dezembro à Justiça Federal no Rio de Janeiro, a PF aponta mau uso das contribuições dos servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, além de indícios de gestão temerária, crimes contra o sistema financeiro e organização criminosa.
Segundo a Folha de São Paulo, o documento lista os negócios e responsabiliza 28 pessoas, entre diretores e ex-diretores do Postalis, além de empresários e executivos do mercado financeiro.
Os negócios suspeitos aconteceram, de acordo com a Polícia Federal, na administração deAlexej Predtechensky (indicado pelo PMDB), conhecido como Russo, e na atual gestão deAntônio Carlos Conquista (indicado pelo PT).
Apesar das suspeitas, não se comprovou até o momento se dinheiro do fundo de pensão foi parar nas mãos de políticos dos dois partidos. A partir de depoimentos e análises, a PF concluiu que os dois gestores tinham conhecimento sobre a aplicação “temerária” dos recursos do Postalis.
A investigação da PF no Rio teve início em dezembro de 2013, a partir de denúncias de irregularidades na emissão de debêntures (título de dívida, de médio e longo prazo, que confere a seu detentor um direito de crédito contra a companhia emissora) do Grupo Galileo, em 2011, mantenedor da Universidade Gama Filho, da ordem de R$ 100 milhões.
O Postalis disse à Folha, via assessoria, que o presidente Antônio Carlos Conquista prestou esclarecimentos à Polícia Federal sobre os investimentos do fundo de pensão dos funcionários dos Correios. O ex-presidente Alexej Predtechensky não atendeu a reportagem.
Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/
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