Através do Twitter, torcedores do Fortaleza acusaram a suposta comercialização cortesias para o jogo diante do Guarany de Sobral, realizado no último domingo, no estádio Presidente Vargas. Na rede social, acusavam a venda ilegal da entrada por R$ 25. Segundo torcedores, o cambista de bilhetes em mãos teria comprado 20 unidades por R$ 20. Ao tomar conhecimento do caso, ontem, a diretoria do Tricolor resolveu agir e pediu abertura de inquérito policial para investigação do caso.
Em entrevista ao O POVO, o diretor jurídico do Leão, Daniel de Paula Pessoa, explicou que, assim que soube das denúncias dos torcedores, foi à delegacia do 34º Distrito Policial e registrou um Boletim de Ocorrência. Segundo o dirigente, o clube só poderá tomar providências depois de uma investigação rígida sobre o possível cambismo no dia de jogo.
“A gente não pode ser leviano e chegar chutando o balde. Muita gente recebe essas cortesias. Diretores, funcionários do clube, patrocinadores, a própria Federação Cearense de Futebol. Temos que ponderar e deixar que a autoridade policial, que conhece da matéria, chegue a conclusões neste caso”, explicou Daniel de Paula.
CONTRA O PREJUÍZO
Todas as informações passadas pela diretoria leonina ao delegado Romero Almeida foram retiradas das denúncias online. O diretor jurídico contou que fotos, um vídeo que foi gravado e fotocópias de cortesias foram entregues para análise no Distrito Policial.
A diretoria do Fortaleza quer encontrar repostas e culpados pelo caso o quanto antes, já que isso significa prejuízo nas rendas. Mas o Leão prega cautela, para não se precipitar em julgamento. “Vamos tentar desmascarar essa máfia. Mas tem que ver de onde parte. Não podemos chegar e dizer que essas cortesias sairam de dentro do Fortaleza”, defendeu Pessoa.
Fonte: Diário do Nordeste
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